sábado, janeiro 13, 2018

Bicho de estimação


Qual a finalidade primordial de um bicho de estimação? Fazer companhia. Essa é a finalidade com que criam-se bichos de estimação.

Porém no dia a dia esquecemos essa finalidade. Incluímos na rotina mais uma tarefa: cuidar do bicho; esquecemos porquê escolhemos cuidar dele e chegamos a nos irritar por ter incluído uma tarefa que não nos leva a nada em nossa rotina tão comprometida.

Achamos que conviver com o bicho é apenas alimentá-lo, limpá-lo, vaciná-lo, levar ao veterinário caso ele adoeça. Achamos que conviver é dar meios para que o bicho sobreviva saudável. Alguém escolhe animal de estimação somente para ter um bicho saudável por perto? Se o animal é de estimação a intenção é estimá-lo, dar carinho, fazer companhia. Isso mesmo! Fazer companhia para um bicho! Trata-se de uma via de mão dupla: ele faz companhia para você, você faz companhia para ele. Convivência, brincadeiras, adestramento, esses momentos alimentam sua estima pelo animal, não apenas os cuidados básicos para sobrevivência. Esses momentos agregam o animal como parte da família.

Cuidados com a saúde do animal é coisa que todos criadores comerciais oferecem; você leva para casa para dar carinho, atenção especial, deixar o bicho feliz. Espera um minuto! Comprei o bicho para ELE me deixar feliz, não o contrário! Pobre animal. Nenhum ser vivo tem obrigação de fazer o outro feliz, cada um é programado para buscar apenas a própria felicidade. Se você quer um bicho de estimação, é sinal de que você quer acompanhar, cuidar do bem físico e psicológico dele. Animal tem vida psicológica, sim! Animal tem sentimentos, se comunica com os da própria espécie e pode tentar se comunicar com você também, por isso faz companhia. Não é ele quem escolhe te acompanhar, é você quem busca um ser vivo para cuidar, é você quem deve deixar o bicho feliz.

Seu animal de estimação é mais uma boca para alimentar ou realmente faz parte da família? Não desperdice a oportunidade de conviver com esse pedaço de natureza.

sexta-feira, janeiro 12, 2018

O AMOR mudou

O AMOR é filme! - Cantava o Cordel do Fogo Encantado.

O AMOR que mais gostava era quadrado e esfarelava entre os dedos. Era doce de amendoim, não paçoca. Não tinha gosto de paçoca, tinha sabor de AMOR.

Hoje AMOR não tem mais o sabor de antigamente. Ficou cremoso e, embora tenha os mesmos ingredientes de sempre, tem mais gosto de paçoca, gosto de amendoim. Pra piorar diminuiu de tamanho. AMOR de hoje é AMOR chinfrim.


Melhor apreciar outras formas de amor. Quem sabe o perfume e as cores dos Amores Perfeitos? o.O?

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Roupa de mulher

Fico besta com a falta de bolsos das roupas femininas.
A indústria da moda nos quer dependentes de bolsas ou do cavalheirismo masculino quando decidimos sair.

terça-feira, dezembro 26, 2017

Manifesto por resenhas razoáveis

Escrever resenha não é comentar sobre o início do livro e dizer que é bom ou ruim. Em muitos casos não precisa mencionar a vida do autor do livro, ou como foi o processo de escrita.

Resenha é uma análise da obra. Da obra inteira, não apenas o começo. "Ah! Não quero falar sobre o final do livro para não estragar a surpresa de quem lê!" Então você quer escrever apenas uma propaganda, não uma resenha.

A resenha que aprendi a escrever na escola precisava conter resumo do livro - um resumo sem muitos detalhes, do contrário não é resumo, observações sobre a história e sua opinião baseada nas observações que fez.
Escrever resenha é argumentar, por isso aprendemos antes de fazer dissertações. Nas dissertações você tem tese, argumento, conclusão. Em resenhas não há teses a serem defendidas, a tese é trocada por exposição. Então você expõe a obra, argumenta com suas observações, e conclui com sua opinião.

A internet está cheia de resenhas de livros com exposições parcas, opiniões pessoais até demais - sem muita lógica, e conclusões ao sabor do vento. O povo ainda dá nota pros livros! Eu só coloco estrelinha no site da Amazon, pois sem isso não se pode publicar. Não sou professora nem crítica profissional para distribuir nota. Não crio método de avaliação para julgar o que leio.

O fato é que na internet são poucos os que se dão ao trabalho de analisar profundamente, opinar com argumentos. Espero estar entre os poucos que escrevem boas resenhas, mesmo sempre destacando os pontos positivos dos livros que leio.


Que cada vez que eu publique "O LIVRO DA VEZ É" exista uma resenha razoável (cheia de razão) e não uma mera propaganda.