segunda-feira, abril 03, 2017

Extremamente estranhos

Eles vieram pequenos, minúsculos. Eram relativamente independentes, faziam comida com o lixo que encontravam, com o que havia de mais abundante. Primeiro tomaram os oceanos. Alguns continuam lá, mas não em águas muito profundas.
Depois avançaram para a terra. Primeiro se associando a decompositores igualmente pequenos e cheios de água. Depois que se acostumaram com a relativa secura, começaram a se disseminar por esporos. Eram exploradores pioneiros, exploravam lugares nunca antes habitados. Nessa segunda fase ainda eram pequenos, mas tentavam expandir suas fronteiras pelo ar.
Querem dominar o planeta. Cresceram, hoje reproduzem-se com ajuda de animais ou do vento, mas há os que ainda conseguem clonar a si mesmos como quando se reproduziam por esporos, não descartaram nenhuma de suas fases evolutivas.
Há os que vivem por meses, outros apenas alguns anos, os que suportam décadas e os que atravessam séculos de existência. Sob áridas dificuldades, já que a vida no planeta Terra nunca foi fácil.
Alguns desses seres multicoloridos já foram mistificados: houve um tempo em que se acreditava que seres mitológicos entrelaçavam suas vidas a eles. Eram protegidos por superstição.
Pelo fato da maioria iniciar a vida e aprofundar-se nas entranhas da terra e ao mesmo tempo se expandir rumo ao céu, sendo que alguns conseguem atingir grandes alturas, simbolizam a transformação do que é terreno, mundano, em algo celeste, mais puro de sentimentos. Representam essa transição.
Purificam o ambiente em que vivem, geralmente são os primeiros a sentirem mudanças ambientais. Regeneram-se sozinhos, se reproduzem até de forma assexuada, têm as mais variadas cores e formas. Têm tudo para serem extraterrestres mas na verdade estão no planeta há muito mais tempo do que a raça humana: são indivíduos do reino Plantae.

Nenhum comentário: