domingo, abril 09, 2006

UEBA! Domingo livre!
Quer dizer, quase. Li um capítulo pra segunda-feira e ainda preciso exercitar alemão, porém nada que dê grande preocupação. Fim de semana assistindo “O Poderoso Chefão”. Enchi os pneus das bicicletas, talvez pedale hoje...
O certo é que escrevo para colocar meu sítio em dia. Não sei quando voltarei a escrever. Passei cinco anos sem precisar elaborar trabalho e fazer lição, custa pegar um ritmo de estudo. Nunca precisei disso antes.



COLOCANDO AS ABOBRINHAS NA FEIRA:

Ai, ai, ai! Carrapato não tem pai!
E o Brasil não tem Carequinha para lembrar que o bom menino não faz xixi na cama.

O Brasil foi pro espaço! Plantou feijão no algodão.
O Brasil voltou do espaço! Continua a corrupção.
Engolimos pizzas com pitadas de desilusão. Algum palhaço acreditou que dessa vez haveria justiça? Algum palhaço acreditou que limpariam a sujeira, colocariam a casa em ordem?
EEEEEEEEU!
Também acreditei que José Serra seria prefeito de São Paulo durante quatro anos. Sou uma palhaça feliz. Conscientemente enganada.

A páscoa se aproxima! Época em que doar sangue é poético. Ao menos penso assim. Dessa vez posso doar bem no tempo de páscoa – os católicos comemoram quatro domingos a ressurreição de seu Deus. Basta colocar a rotina nos eixos e estenderei o braço. Doar sangue dá sorte, já escrevi sobre isso.



Como não sei quando volto, deixo uma música para quem passa. Quem canta ultimamente é Zélia Duncan e Simone, se não me engano. Prefiro a versão original do Mosca no CD Tudo Novo de Novo.


A IDADE DO CÉU

Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

segunda-feira, abril 03, 2006

MI QUERIDO DIARIO

Essa semana deu problema no telefone de casa e num teve abobrinha sexta passada.
Por outro lado existe uma porrada de lição acumulada.

sexta-feira, março 24, 2006

MI QUERIDO DIARIO
Abobrinhas políticas são um pouco indigestas.

ABOBRINHAS CULTIVADAS EM NÍVEL SUPERIOR por 5 pessoas. São colaboradores: Verônica, Edigar, Fang e Isabella. Dinâmica da aula de Tecnologia em Secretariado.


Acordei às seis da manhã, não arrumei a cama, fui lavar o rosto e trocar de roupa. Depois fui pra cozinha onde comi pão com mortadela e tomei café com leite.

Fui para o ponto de ônibus onde esperei quinze minutos até ele chegar. Naquele dia minha primeira aula era alemão e eu só sabia que chinela é a mesma coisa tanto em alemão quanto em português. Como diabos deveria ser alemão? Idioma mais estranho está para ser inventado.

Desci do ônibus e tomei o metrô, estava chovendo. Cheguei atrasada. Para variar, não teve problema pois a professora chegou depois de mim. Falou algumas coisas em alemão e eu não pude entender nada. Mas de certa forma gosto desse idioma. O alemão está na moda talvez porque a copa do mundo é na Alemanha. Tudo que é moda é uma droga, mas passa porque moda é moda, lembra a palavra mudança, logo, terá outra coisa para se mudar. Tudo muda e depois se descarta. Não serve, joga fora e pronto.

Assim também é a vida, devemos estar abertos às mudanças e saber discernir sobre o que é bom ou ruim para nós.

Ainda não sei o que dizer das aulas de alemão, no entanto, com o tempo decidirei o que é o melhor para mim e para meu futuro.

Mas uma coisa eu tenho certeza, tenho que me esforçar bastante para fazer tudo isso valer a pena, pois tudo vale a pena se a alma não é pequena. Ah, mas antes de terminar gostaria de lembrar que o pior está por vir. Em breve terei aula de francês... na verdade eu gosto muito de ter aulas de idiomas, porém tudo que me remete à França me causa enjôo. A começar pelo “escargot”... Será que existe algo mais agoniante que comer lesma? Bom, eu sei o que é agonia... Namorei um francês... ele cheirava muito mal.

sexta-feira, março 17, 2006

Por quê estudante de faculdade pública reclama do governo

Governador e prefeito vivem assinando decreto de lei, licitação, e nas eleições aparecem na televisão mostrando o que a gestão deles fez. Com assinatura desses homens escolas são construídas, ruas são pavimentadas, bueiros são limpos, leis são decretadas, verbas são liberadas. Costumam pensar que verba para educação só se usa construindo escola e melhorando merenda, daí vai o sorridente cidadão dizer que na sua administração construiu X faculdades, criou N cursos superiores. Detalhe: sem contratar mais professores.

“Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.” Assim segue o processo de sucateamento das faculdades paulistanas. Não tem passeata ou greve de professores que resolva. Na FATEC reformulam cursos a torto e a direito. Mais torto do que direito: tiram um teco de matemática e toda a humanidade do curso, batizam como Sistema de Informação. Era Processamento de Dados. Quem passou em Edifícios ainda não sabe ao certo o que estudará nos próximos anos, não divulgaram o projeto da grade curricular.

O governo mostra quantidade, não qualidade. Anos atrás aprovou o sistema de ensino que não reprova aluno em qualquer série do ensino fundamental para gastar menos, quando deveria reestruturar o método de ensino. Constrói faculdades mas passa anos sem contratar docentes, vez ou outra atrasa pagamento dos que existem. Clímax: passeata na avenida Paulista.

Não é certo tratar gente como tijolo e comprimido, como parte da obra que saiu do papel que prefeito ou governador assinou no gabinete. Custa aos governantes entender que São Paulo não é só concreto e farmácia. Apenas compromisso se faz necessário, manter e melhorar o que existe. Difícil entender que escolas e hospitais precisam de bons funcionários para funcionar bem? Difícil preocupar-se acima de tudo com a qualidade de vida do próprio povo? Manter a palavra e ser coerente, não há governante que agüente.