CRAVO
A flor cravo tem esse nome porque, quando em botão, se parece com os cravos que usavam para pregar pessoas nas cruzes. O mais famoso crucificado foi Jesus, o cordeiro de Deus. Com isso a flor passou a representar também todo amor e pureza de espírito que havia no sangue de Jesus. O cravo se encaixa forçadamente nas dores do mundo.
O amor que o cravo representa é incondicional, nunca possessivo como a paixão que uma rosa possa representar. Quando o cravo briga com a rosa na cantiga de roda, você tem o amor compreensivo e universal conta a paixão dramática e arrebatadora. O amor universal se sacrifica, pois não tem maldades como a paixão - que sempre traz alguns espinhos. Talvez por isso cravo seja flor de casamento: fica na lapela dos homens.
Cravo também pode ser flor de enterro. Presente quando se lembra de que o espírito de quem se conhecia agora é puro, livre do corpo. Por representar pureza de espírito, o cravo traz consigo o desprendimento de tudo que é desnecessário.
Diga, Cravo, no meio das abobrinhas:
Se a vida é passageira, por quê parece ser tão ruim viver sem se prender?
Obs.: Fiz um teste e descobri que pela minha personalidade seria um cravo, se fosse flor.
sábado, novembro 24, 2007
domingo, outubro 28, 2007
Com Correntes
De minuto em minuto
entra no mercado de trabalho
mais um produto.
Iniciativo
Comunicativo
Pró ativo
Líder positivo
Only the best.
Primeiro eles testam, comparam-no com centenas de candidatos.
Depois entubam para análise.
Então assina-se o contrato.
A empresa consome o maior tempo da sua vida.
Você mal respira e sente-se grato.
Faz sempre o melhor possível, de coração
para agradar essa instituição.
Anos sem par
Impostos a pagar
Hora de aposentar
E você já não sabe o que é descansar.
De minuto em minuto
Desnorteia-se quem já foi
Um excelente produto.
sábado, outubro 13, 2007
“Ser ou NÃO SER...”
Não é mais questão para Paulo Autran desde o último dia 12.
O monstro do teatro brasileiro virou pó.
“Morrer... dormir apenas...”
Boa noite aos que dormem, bom dia aos que respiram o primeiro sopro de realidade.
Aplausos para o fim de mais um maravilhoso ato(r).
O maior espetáculo da Terra segue.
Não é mais questão para Paulo Autran desde o último dia 12.
O monstro do teatro brasileiro virou pó.
“Morrer... dormir apenas...”
Boa noite aos que dormem, bom dia aos que respiram o primeiro sopro de realidade.
Aplausos para o fim de mais um maravilhoso ato(r).
O maior espetáculo da Terra segue.
domingo, setembro 30, 2007
“(...) Ah se eu tivesse
quem bem me quisesse
esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia...”
Ronda, Maria Bethânia
O fato é que Lulu Camargo, tecladista do Pato Fu, não autografa nada depois dos shows. Se quiser autógrafo, tem que pedir pelo correio. Podia entregar minha camiseta pra Fernanda Takai pedir pra ele autografar? Podia... mas não quis admitir que minha camiseta autografada só sai da gaveta em dia de show.
Fernanda até sugeriu que eu deixasse um recado pra ele. Mas não tive idéia do que escrever!!! Só queria um autógrafo na minha camiseta, só falta o dele... Ia escrever o quê?
Para não perder a viagem, pedi autógrafo pro japa que conversava com Jhon e Fernanda. O nome da ilustre figura é Edu, tecladista do Trash por 4 - banda que se apresentou com o Pato Fu no encontro promovido pela rádio Eldorado no shopping Anália Franco. Peguei autógrafo da vocalista do Trash por 4, também.
Aquele japa é uma figura! Se não me engano, anos atrás o vi numa entrevista da tv Cultura dizendo que ele conseguira viver de música. Para isso tocava numas 20... Mas não perguntei pro japa de cabelo comprido se ele já foi entrevistado pela tv Cultura.
Depois do almoço decidi que era uma boa idéia engolir o orgulho e pedir pra levarem minha camiseta pro Lulu autografar e mandar pelo correio. Quase não uso mesmo, não faz tanta diferença assim ela passar um tempo longe de mim. Graças ao apoio de Inaya, escrevi o seguinte recado.
“Para Lulu
o tecladista do Pato Fu
Lulu!!
Por favor autografe as costas da minha camiseta!
Depois é só mandar por Sedex com pagamento na entrega para
Colombina
Sítio Abobrinhas Verdes
CEP:12345-678 São Paulo – SP
pode ser?
Queria te dar um beijinho também, mas você nunca fica nas tardes de autógrafo...
que pena!
Por isso o guardanapo ganha um beijo.”
Porém, nessa altura do campeonato a tarde de autógrafos já havia acabado, o circo já havia sido desmontado, o shopping voltava ao seu domingo normal.
SE É ASSIM, ENTÃO TÁ! AGORA A COISA VAI! Escreverei um belo romance e mandarei junto com a camiseta só para pedir autógrafo do tecladista. Onde já se viu? Só porque é mais velho que os outros integrantes, fica posando de “o senhor diferente” da banda. Pois vou entrar nessa e mandar uma carta sentimentalóide, sim! Depois dessa avacalhação, quero ver o elemento se recusar a autografar as coisas dos fãs junto com a banda. No dia em que estiver inspirada escrevo a carta açucarada.
P.S.: Te adoro, Inaya! Quando crescer quero ser igual você. No fundo você sabe que foi tudo desculpa para passar uma tarde contigo. Autógrafo é coisa tão boba... As pessoas valem mais do que qualquer rabisco que fazem, e os seus rabiscos são mil vezes melhores que os do Pato Fu. Aos leitores: Não, meu nome verdadeiro não é Colombina, não moro num sítio, aquele não é meu CEP. Sim, escrevo o que é óbvio.
quem bem me quisesse
esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia...”
Ronda, Maria Bethânia
O fato é que Lulu Camargo, tecladista do Pato Fu, não autografa nada depois dos shows. Se quiser autógrafo, tem que pedir pelo correio. Podia entregar minha camiseta pra Fernanda Takai pedir pra ele autografar? Podia... mas não quis admitir que minha camiseta autografada só sai da gaveta em dia de show.
Fernanda até sugeriu que eu deixasse um recado pra ele. Mas não tive idéia do que escrever!!! Só queria um autógrafo na minha camiseta, só falta o dele... Ia escrever o quê?
Para não perder a viagem, pedi autógrafo pro japa que conversava com Jhon e Fernanda. O nome da ilustre figura é Edu, tecladista do Trash por 4 - banda que se apresentou com o Pato Fu no encontro promovido pela rádio Eldorado no shopping Anália Franco. Peguei autógrafo da vocalista do Trash por 4, também.
Aquele japa é uma figura! Se não me engano, anos atrás o vi numa entrevista da tv Cultura dizendo que ele conseguira viver de música. Para isso tocava numas 20... Mas não perguntei pro japa de cabelo comprido se ele já foi entrevistado pela tv Cultura.
Depois do almoço decidi que era uma boa idéia engolir o orgulho e pedir pra levarem minha camiseta pro Lulu autografar e mandar pelo correio. Quase não uso mesmo, não faz tanta diferença assim ela passar um tempo longe de mim. Graças ao apoio de Inaya, escrevi o seguinte recado.
“Para Lulu
o tecladista do Pato Fu
Lulu!!
Por favor autografe as costas da minha camiseta!
Depois é só mandar por Sedex com pagamento na entrega para
Colombina
Sítio Abobrinhas Verdes
CEP:12345-678 São Paulo – SP
pode ser?
Queria te dar um beijinho também, mas você nunca fica nas tardes de autógrafo...
que pena!
Por isso o guardanapo ganha um beijo.”
Porém, nessa altura do campeonato a tarde de autógrafos já havia acabado, o circo já havia sido desmontado, o shopping voltava ao seu domingo normal.
SE É ASSIM, ENTÃO TÁ! AGORA A COISA VAI! Escreverei um belo romance e mandarei junto com a camiseta só para pedir autógrafo do tecladista. Onde já se viu? Só porque é mais velho que os outros integrantes, fica posando de “o senhor diferente” da banda. Pois vou entrar nessa e mandar uma carta sentimentalóide, sim! Depois dessa avacalhação, quero ver o elemento se recusar a autografar as coisas dos fãs junto com a banda. No dia em que estiver inspirada escrevo a carta açucarada.
P.S.: Te adoro, Inaya! Quando crescer quero ser igual você. No fundo você sabe que foi tudo desculpa para passar uma tarde contigo. Autógrafo é coisa tão boba... As pessoas valem mais do que qualquer rabisco que fazem, e os seus rabiscos são mil vezes melhores que os do Pato Fu. Aos leitores: Não, meu nome verdadeiro não é Colombina, não moro num sítio, aquele não é meu CEP. Sim, escrevo o que é óbvio.
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