Decepção de uma consumista:
não há AMOR nesse mundo vil capitalista
:-(
só encontro Paçoquita
AMOR é denso e pesado
24 gramas num pequeno quadrado
AMOR é contradição: um doce salgado
AMOR dá energia: 140 calorias
AMOR é mais que açúcar, amendoim em sal
AMOR não se explica, é poético, é sentimental
quem experimenta parece boboca
e mal percebe que tem farinha de mandioca
O mundo vai mal, não é fácil encontrar AMOR
antigamente reinava em todas as padarias
AMOR, sonho e suspiro, poéticas iguarias
hoje só encontro AMOR em doceria especializada
só o Bom Baiano me salva nessa empreitada.
sábado, abril 16, 2016
domingo, fevereiro 21, 2016
O que tenho me identifica?
A cultura capitalista dividiu a sociedade em classes de acordo com suas posses e seu poder de compra. Classes mais elevadas cultuam objetos caros, experiências adquiridas através do poder capital. Isso faz com que as camadas mais pobres também cultuem o consumo.
No princípio das civilizações algumas tribos cultuavam objetos pensando que eles possuíssem espírito, a sociedade moderna reconhece que isso é absurdo porém atribuiu aos objetos outro poder: o de evidenciar sua posição na sociedade. Num mundo de redes sociais ostentar bom status é fundamental, por isso o encorajamento em consumir cada vez mais e mostrar a felicidade que esse ato traz. O consumismo engloba todos os produtos, e ao incluir alimentos gerou uma sociedade com crise de obesidade, que ultimamente aceita tanto esse problema que popularizou moda para quem vive acima do peso.
Porém as consequências do consumismo são nefastas, pois com ele os recursos naturais do planeta se esgotam aceleradamente. Para preservar o planeta é preciso combater o consumismo e fazer com que a população perceba que o que a define como povo são as atitudes e escolhas que fazem, não as coisas que acumulam.
No princípio das civilizações algumas tribos cultuavam objetos pensando que eles possuíssem espírito, a sociedade moderna reconhece que isso é absurdo porém atribuiu aos objetos outro poder: o de evidenciar sua posição na sociedade. Num mundo de redes sociais ostentar bom status é fundamental, por isso o encorajamento em consumir cada vez mais e mostrar a felicidade que esse ato traz. O consumismo engloba todos os produtos, e ao incluir alimentos gerou uma sociedade com crise de obesidade, que ultimamente aceita tanto esse problema que popularizou moda para quem vive acima do peso.
Porém as consequências do consumismo são nefastas, pois com ele os recursos naturais do planeta se esgotam aceleradamente. Para preservar o planeta é preciso combater o consumismo e fazer com que a população perceba que o que a define como povo são as atitudes e escolhas que fazem, não as coisas que acumulam.
sábado, dezembro 12, 2015
"Nem fica bem falar...
mas tem coisa que se a gente que é pombo não fala, ninguém fala.”
Com esse bordão o pombo paulista encerrava o comercial da Eletropaulo nos idos de 2000.
Era uma campanha que retratava as coisas erradas que cidadãos comuns fazem no dia a dia, e porquê eles praticam esses atos contrários a cidadania. Gritar no trânsito e jogar lixo na rua eram exemplo de ações focadas pelos comerciais. Tudo observado pelo pombo paulista.
O pombo, esse animal praga que suja a cidade, sabe que não é a melhor das criaturas para dar lição de moral, além disso compreende os motivos que levam os cidadãos a cometer pequenos delitos, por isso sempre diz que “Nem fica bem falar”. Ele está no meio da cidade suja e desorganizada que observa, não é um observador limpo, apesar de simples. Justifica sua crítica comentando que “tem coisa que se a gente que é pombo não fala, ninguém fala”.
Os políticos de hoje em dia envolvidos em escândalos são como o pombo paulista. Não possuem boa reputação entre o povo mas denunciam porque “se agente que é pombo não fala, ninguém fala”. O pombo ao menos é um animal simplório e comum, coisa que o político dificilmente é. Mas a função deles é observar a sociedade e propor soluções para os problemas que ela enfrenta, parecido com o que o pombo fazia nos comerciais, embora o bicho não propussesse nenhuma solução mirabolante: simplesmente deixar de praticar atos contra a cidadania.
A questão que fica: será que os políticos, moralmente sujos e mal afamados como o pombo paulista, conseguem limpar o ambiente em que vivem? Mesmo depois do comercial os pombos continuam poluindo e espalhando doença.
Com esse bordão o pombo paulista encerrava o comercial da Eletropaulo nos idos de 2000.
Era uma campanha que retratava as coisas erradas que cidadãos comuns fazem no dia a dia, e porquê eles praticam esses atos contrários a cidadania. Gritar no trânsito e jogar lixo na rua eram exemplo de ações focadas pelos comerciais. Tudo observado pelo pombo paulista.
O pombo, esse animal praga que suja a cidade, sabe que não é a melhor das criaturas para dar lição de moral, além disso compreende os motivos que levam os cidadãos a cometer pequenos delitos, por isso sempre diz que “Nem fica bem falar”. Ele está no meio da cidade suja e desorganizada que observa, não é um observador limpo, apesar de simples. Justifica sua crítica comentando que “tem coisa que se a gente que é pombo não fala, ninguém fala”.
Os políticos de hoje em dia envolvidos em escândalos são como o pombo paulista. Não possuem boa reputação entre o povo mas denunciam porque “se agente que é pombo não fala, ninguém fala”. O pombo ao menos é um animal simplório e comum, coisa que o político dificilmente é. Mas a função deles é observar a sociedade e propor soluções para os problemas que ela enfrenta, parecido com o que o pombo fazia nos comerciais, embora o bicho não propussesse nenhuma solução mirabolante: simplesmente deixar de praticar atos contra a cidadania.
A questão que fica: será que os políticos, moralmente sujos e mal afamados como o pombo paulista, conseguem limpar o ambiente em que vivem? Mesmo depois do comercial os pombos continuam poluindo e espalhando doença.
sábado, dezembro 05, 2015
Não perco tempo
Não perco tempo
aos escravos da produtividade um alento
não perco tempo
trato ele com apreço
ele é tão precioso que não tem preço
muitas vezes é intuitivo
não precisa ser produtivo
pra que eu diga que não perdi
que não gastei em vão
esse tipo de sensação comigo não
não pega não
tempo é dimensão
posso perder trabalho
fazer coisas mais que fúteis
grandes ações inúteis
mas vida e tempo não mesmo
não são coisas que me escapam entre os dedos
tempo eu ganho até morrer
a cada amanhecer
e se me concentro em cada minuto que viver
dessa forma nenhum tempo hei de perder
escravos da produtividade
que precisam sempre de ação
não sabem o que é contemplação
toda vez que encontram contrariação
dizem que gastam seu tempo em vão
comigo não, meu tempo é dimensão
como altura, largura e profundidade
de maneira exata meço a idade
esqueço os números e vivo na eternidade
digo amém pro que vem
e faço por merecer
minha vida, meu tempo
nunca hei de perder.
aos escravos da produtividade um alento
não perco tempo
trato ele com apreço
ele é tão precioso que não tem preço
muitas vezes é intuitivo
não precisa ser produtivo
pra que eu diga que não perdi
que não gastei em vão
esse tipo de sensação comigo não
não pega não
tempo é dimensão
posso perder trabalho
fazer coisas mais que fúteis
grandes ações inúteis
mas vida e tempo não mesmo
não são coisas que me escapam entre os dedos
tempo eu ganho até morrer
a cada amanhecer
e se me concentro em cada minuto que viver
dessa forma nenhum tempo hei de perder
escravos da produtividade
que precisam sempre de ação
não sabem o que é contemplação
toda vez que encontram contrariação
dizem que gastam seu tempo em vão
comigo não, meu tempo é dimensão
como altura, largura e profundidade
de maneira exata meço a idade
esqueço os números e vivo na eternidade
digo amém pro que vem
e faço por merecer
minha vida, meu tempo
nunca hei de perder.
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